ITP e Bioexx Implantam Biorreator Aeróbio

Biorreator Aeróbico

Biorreator Aeróbio

O Instituto de Tecnologia e Pesquisas – ITP – recebeu um biorreator aeróbio para o aprofundamento de estudos sobre a purificação da vinhaça, resíduo líquido produzido a partir da fermentação do mosto (caldo) de cana-de-açúcar e subsequente separação do etanol por engenhos, destilaria ou indústrias sucroalcooleiras. O equipamento, avaliado em mais de R$ 100 mil, está em processo de instalação no ITP de forma conjunta com a Bioexx Tecnologia Aplicada, empresa paulista especializada em criação, desenvolvimento e implantação de novas tecnologias em diversas áreas como energias renováveis, materiais avançados, entre outros.

A pesquisa com a vinhaça vem sendo desenvolvida no Laboratório de Engenharia de Bioprocessos do ITP pelo biólogo e doutor em Microbiologia Agrícola, Luiz Fernando Romanholo Ferreira, bem como pelos doutores em biotecnologia industrial Daniel Pereira da Silva e Denise Santos Ruzene, ecomo as doutoras Regina Teresa Rosim Monteiro (CENA/USP) e Ana Maria Queijeiro Lopez (IQB/UFAL).

Luiz Fernando Romanholo Ferreira explica que a vinhaça obtida nesse processo é rica em potássio. Usada na fertirrigação (técnica de adubação que utiliza a água de irrigação para levar nutrientes ao solo cultivado), pode percolar no solo e contaminar o lençol freático quando aplicada de maneira inadequada. “A vinhaça se caracteriza por apresentar alta concentração de matéria orgânica e acentuado poder fertilizante do solo ou poluente das águas, pois apresenta cerca de cem vezes mais matéria orgânica que o esgoto doméstico”, diz o biólogo do ITP.

Para retirar a concentração excessiva de matéria orgânica do líquido, os pesquisadores desenvolveram, em parceria com a BIOEXX, um o biorreator aeróbico que aumenta a capacidade de degradação dos resíduos. O material é tratado através da utilização de fungos da podridão branca. Romanholo conta que alguns destes são classificados como comestíveis, como os pertencentes ao gênero Pleurotus.

Equipe ITP

Equipe ITP

“Um dos principais problemas enfrentados pelas indústrias hoje é o grande volume de resíduos gerados, em especial, da vinhaça. Para cada litro de álcool são produzidos de 10 a 18 litros de vinhaça. Com o tratamento feito no biorreator aeróbico o líquido perde cerca de 80% do seu potencial negativo”, revela o biólogo, acrescentando que os testes em laboratório foram bem-sucedidos e os resultados da escala piloto serão obtidos em até dois meses, após a primeira análise.

Bioverde terá mega usina em Sorocaba

Enquanto a atenção de todo mundo estava voltada para o leilão 22, a Bioverde aproveitou para colocar em movimento seu projeto de aumento de capacidade produtiva de biodiesel. Na terça-feira (24), a empresa protocolou junto à ANP o pedido para converter as instalações que ela adquiriu no ano passado em Sorocaba (SP) numa usina de biodiesel. A nova fábrica, como informa a direção da empresa, será uma gigante capaz de produzir 400 milhões de litros no primeiro estágio, que deve ficar pronto até o final do ano.

Se já estivesse pronta, a nova unidade colocaria a Bioverde no topo do ranking das maiores usinas do Brasil, passando a Oleoplan, que ocupa a primeira colocação desde que a usina da empresa foi ampliada para os atuais 378 milhões de litros por ano em novembro passado. Segundo o presidente da Bioverde, Ailton Braga Domingues, contou com exclusividade ao portal BiodieselBR, estão sendo investidos R$ 150 milhões nessa nova unidade produtiva. Parte de um plano de expansão bastante agressivo que a empresa vem perseguindo desde que teve 50% de seu capital adquirido por um banco de investimentos paulistano – o Trendbank, do qual Ailton é superintendente de mercado de capitais – há dois anos.

Desde que a companhia passou às mãos dos novos controladores, a Bioverde dobrou a capacidade da usina de Taubaté – de 96 para 181 milhões de litros – e adquiriu da Copenor o site de 200 mil m2, onde a nova unidade está sendo instalada.

Ele reconhece que esse é um momento, no mínimo, estranho para fazer esse tipo de investimento – especialmente considerando as incertezas que andam pairando sobre as perspectivas de médio prazo para setor de biodiesel. “Como banqueiro eu posso dizer que, na situação atual, não faz nenhum sentido investir na produção de biodiesel”, diz acrescentando que boa parte da aposta se fundamenta nas expectativas de que o novo marco regulatório será favorável ao modelo de negócios que a Bioverde vem depurando nesses últimos anos. “Esperamos que o governo federal entenda que o biodiesel não deve ser subproduto de commodity, mas que ele é um produto que tem seu próprio mercado e tome algumas decisões que venham nesse sentido no novo marco regulatório”, prossegue.

Diferença
Ao contrário de outras empresas que tem investido no mercado de biodiesel nesses últimos tempos, a Bioverde não tem raízes nem no setor agrícola e nem no de commodities. “Não entramos no biocombustível para arbitrar sobre o preço de um subproduto que é o óleo de soja. Nós não queremos o conforto de sermos uma operação verticalizada, mas o desconforto de buscar novas tecnologias e matérias-primas. É esse o nosso DNA”, comenta.

Uma parte desse “desconforto” ganhou algumas manchetes em fevereiro, quando a usina anunciou um acordo com a fabricante espanhola de equipamentos industriais Integral  Bioenergies Systems para a aquisição de um novo tipo de reator capaz de produzir biodiesel a partir de resíduos industriais. Em seu website, a Bioverde também lista uma série de outros produtos químicos que comercializa, além do biodiesel, o que deixa bem claro o tamanho de suas ambições em relação à química verde.

Embora tenha certo risco, essa aposta tecnológica explica porque a Bioverde preferiu se instalar bem do lado dos maiores mercados consumidores do estado de São Paulo e Rio de Janeiro e não nas regiões produtores da soja como tantas outras usinas. A proximidade com o porto de Santos também é vista como uma vantagem estratégica chave. “O Brasil é o único país que tem terras agricultáveis em quantidade suficientes para abastecer o mercado da Europa pelos próximos anos”, pontua Ailton.

IPO
Talvez o interesse de um banco de investimentos por uma usina de biodiesel soe um pouco menos exótico se houver um IPO no horizonte. A sigla em inglês pode ser traduzida como “oferta pública inicial” e é usada para descrever o momento em que uma companhia resolve abrir parte de seu capital nas bolsas de valores. Em geral, essas operações movimentam somas vultosas de dinheiro – o IPO da Brasil Ecodiesel em 2006 rendeu R$ 379 milhões.

“É natural que, ao nos tornarmos uma das maiores fabricantes de biodiesel no Brasil, uma série de novas oportunidades comecem a surgir, e um IPO é uma delas”, confirma o executivo, informando que a empresa já tem um conselho administrativo formado e as contas auditadas por empresas de padrão internacional. Contudo, Ailton acredita que só em 2013 a empresa estará pronta para fazer esse movimento. Até lá, a empresa vai precisar colocar a nova usina em operação e ampliar as vendas para figurar entre as maiores do biodiesel nacional.

Imagem da usina da empresa em Sorocaba (clique na imagem para ampliar):

Bioverde Sorocaba

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

Bioexx e Makpet desenvolvem tecnologia em conjunto

Como aproveitar resíduos como serragem ou  fibra da casca de coco?

A Bioexx em conjunto com a empresa Makpet, desenvolveram a tecnologia completa para a produção de batentes, portas, perfis, entre outros materiais a partir da serragem ou fibra de coco.

Esta é uma  tecnologia real capaz de aproveitar totalmente estes resíduos e pronta para a implantação e produção.

Bioexx desenvolve projeto Sentidos da Amazônia

A Bioexx fechou um acordo Junto ao governo dos estados de Rondônia e Roraima para a implantação do projeto “Sentidos da Amazônia” que visa a montagem de toda uma estrutura para produção de extratos (polpa) e essências tendo como matéria-prima frutas e ervas da Amazônia envolvendo com isso toda comunidade em todas as etapas do processo.

O projeto prevê a construção de uma fábrica para processamento das frutas e ervas com uma produção que visa tanto o mercado externo quanto interno sem com isso desrespeitar as condições de proteção ambiental ensinando as comunidades locais a extrair o que querem da terra sem ter que destruir.

Mato Grosso corre risco de racionamento de combustível

Fonte: Só Notícias/Alex Fama

Assim como acontece em outros estados do país, os revendedores de combustíveis de Mato Grosso estão com dificuldades de obter gasolina para venda. O primeiro secretário do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo), Bruno Borges, afirmou, em entrevista ao Só Notícias, que o Estado deve enfrentar o racionamento, mas descartou a possibilidade da falta de gasolina nas bombas dos postos.

A consequência será um novo aumento nos preços dos combustíveis em Mato Grosso. Segundo Borges, provavelmente na próxima semana, os revendedores repassarão aos consumidores os novos preços do litro do etanol e da gasolina. Ele explicou que esta situação se dá pela pouca disponibilidade do produto derivado da cana-de-açúcar no mercado nacional. “As usinas estão mais interessadas em produzir açúcar do que etanol”, disse.

Borges explicou ainda que o valor da gasolina é diretamente ligado a disponibilidade de álcool. Por uma lei nacional, cada litro de gasolina contém 25% do produto derivado da cana. “Se não tem etanol no mercado, sobe o preço deste produto como também da gasolina que leva 25% da mistura”.

O primeiro secretário traçou um panorama dos preços praticados no mercado de combustíveis nos últimos meses. Em outubro do ano passado, o litro do etanol chegava até o revendedor (posto) a R$ 1,65 e de gasolina, a R$ 2,31. Já no início deste mês, o mesmo litro do etanol custava ao revendedor R$ 2,15 e de gasolina, R$ 2,81. Em muitos casos, o lucro dos donos de postos fica abaixo dos 20% acordados por decisão.

Outro fator que contribui para o aumento do preço da gasolina e a possibilidade do racionamento é o aumento do consumo. De acordo com a Folha de São Paulo, a Petrobras importou 1,5 milhão de barris de gasolina comum só em abril para garantir o abastecimento. Em todo o ano passado, foram três milhões de barris.